Ando descontente com a necessidade do ' ter que fazer parte'.
O que mais me intriga é ter que dar aquele sorriso amarelo quando todos estão se divertindo e achando o maior barato. E o que é pior: eu sei quando dei um sorriso amarelo.
Ando sem graça. E ando achando graça das coisas simples...como um cheiro de eucalipto no meio da estrada.
Reparando em mim pude perceber que as opiniões à meu respeito não me fazem pior ou melhor, mas me afetam de alguma maneira pois queria muito que não tivessem aquelas tais pedras nas mãos antes de me conhecerem melhor. E percebo que muitas vezes eu também tenho feito o mesmo com outros.
Na verdade todos nós somos diferentes, mas temos aquela velha necessidade de tentar ficar igual. E aqueles que não fazem parte da " massa" (ou acham que não fazem parte) tem todo um jeito peculiar, um jeito único demonstrando ser quem verdadeiramente são (ou somente mostrando aquilo que gostariam de ser, tampando todo os defeitos que possuem e que não são aceitos como num ser único que é). E aceite quem quiser aceitar.
Fernando Pessoa já dizia : "A beleza é só um nome que eu dou as coisas, em troca do agrado que me dão ...". Ora, se me dão o agrado, quer dizer que a beleza do ser é uma questão de ponto de vista. E não me enquadre nisso.
Ser verdadeiro é ser inteiro. E se for pra ser inteira, prefiro ser sincera comigo e não rir das coisas que não acho a menor graça ou rir daquelas que me fazem feliz; chorar quando me comove e achar ridículo aqueles que não são autênticos.
PS: [ E eu tenho uma péssima notícia para dar: eu também estou enquadrada.]
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